Dr. Vidal Guerreiro

Cirurgião Plástico - CRM: 7056
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
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Cirurgia de Correção de Orelha em Abano

Orelha em abano é um defeito congênito, de característica familiar, geralmente bilateral, cujas alterações consistem em um aumento do ângulo entre a orelha e a cabeça (abertura da orelha) e alterações de alguns relevos da orelha. A cirurgia se propõe a modelar a cartilagem auricular além de corrigir o esse ângulo dando um aspecto natural à orelha.

QUANDO OPERAR

A idade ideal para a correção deste tipo de alteração é a pré-escolar, ou seja, dos cinco aos sete anos de idade. Isto porque nesta idade as orelhas já estão totalmente formadas e também para evitar problemas de ordem psicológica em função de comentários e zombarias por parte dos colegas. Todavia, nada impede que tal correção seja feita em outras fases posteriores da vida.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina. Em casos determinados podemos solicitar outros exames específicos que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico, como por exemplo, uma avaliação otorrinolaringológica.
Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; jejum de 8 horas antes da cirurgia; comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares.

A CIRURGIA

Esta cirurgia geralmente é realizada sob anestesia local e sedação, podendo ser geral dependendo do(a) paciente e a critério do anestesista. Quando a criança é de baixa idade e se apresenta muito agitada ou ansiosa com a cirurgia, recomendamos a anestesia geral para conseguirmos a devida imobilização do(a) paciente. Neste aspecto é muito importante que a criança esteja motivada para a cirurgia e realmente desejando as melhoras propostas pois assim ela participa e colabora bastante com o procedimento, até permitindo a cirurgia com anestesia local.
A duração do procedimento é de aproximadamente duas horas e devemos lembrar que o tempo que o(a) paciente fica no centro cirúrgico é maior devido à preparação e à recuperação pós-anestésica. Não há necessidade da internação hospitalar, ou seja, o(a) paciente pode ir para casa no mesmo dia, salvo se ocorrerem alterações pós-operatórias (recuperação anestésica, sangramentos).
As cicatrizes deste tipo de cirurgia são geralmente imperceptíveis em razão de se localizarem atrás das orelhas. Sendo uma região de pele muito fina, a tendência da cicatriz é ficar de bom padrão. Como toda cirurgia, as particularidades existem e também as maneiras específicas de tratá-las. Em situações especiais incisões anteriores nas orelhas (futuras cicatrizes) poderão ser necessárias para cuidar destas peculiaridades. Estes casos serão detalhadamente esclarecidos nas consultas pré-operatórias.
As cicatrizes também podem evoluir mal, dependendo de cada organismo.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem o(a) operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso. O(a) paciente sai da cirurgia com um curativo semelhante a uma touca, que permanece até o dia seguinte, protegendo as orelhas de qualquer traumatismo.
O(a) paciente passa a usar uma faixa de tenista (ou uma touca) 24 hs por dia por 15 dias, e então, somente à noite por mais 15 dias. Os pontos são retirados após 10 dias. Retornos adicionais serão comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.
Nas primeiras 2 a 3 semanas as orelhas ficam bem inchadas e um pouco mais sensíveis. È sempre bom lembrar que o nosso organismo necessita de algum tempo para se recuperar do trauma cirúrgico. Após cerca de 1 mês, já é possível fazer uma melhor avaliação dos resultados, apesar do processo cicatricial ainda não estar completo.

Geralmente os resultados são muito bons, mas é importante salientar que quase sempre a orelha direita é diferente da esquerda e assim, alguma assimetria poderá existir após a cirurgia não sendo decorrente do procedimento, mas sim do próprio formato assimétrico das orelhas antes da cirurgia, bem como de alterações do contorno ósseo do crânio que podem projetar as orelhas de forma diferente.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, deiscência de pontos (abertura do corte) e etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas como infecção e grande deiscência de pontos, felizmente são raras. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. O(a) paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-lo(a) inseguro(a), nada podendo fazer efetivamente para ajudá-lo(a). Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.
A recidiva da orelha em abano é uma condição pouco comum, mas que pode ocorrer, dependendo da técnica operatória empregada e dos cuidados pós operatórios seguidos pelo cliente.
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 6 meses da cirurgia.

CONSIDERAÇÕES FINAIS – POR FAVOR, LEIA ATENTAMENTE
Após as explicações supracitadas, esclarecemos que o procedimento cirúrgico deve ser realizado segundo técnicas cirúrgicas consagradas e publicadas cientificamente. Enfatizamos que em cirurgia plástica não há promessa de resultados o que, eticamente, não deve ser feito, uma vez que a própria medicina não é uma ciência exata e dependeremos da sua reação orgânica pós cirúrgica para o alcance de nossos objetivos.
O código de normas e condutas do Cirurgião Plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a exibição de fotos de pré e pós-operatório nos meios de comunicação, como jornal, internet e TV, mesmo que haja autorização do paciente. Também é vedada a divulgação de preços e condições de pagamento.

MUITO IMPORTANTE: Verifique se o seu médico pertence à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e está gabaritado a fazer a sua cirurgia.

Clínica Harmonize

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